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Não Há Pais Perfeitos!

  • juliana meira
  • 8 de abr. de 2020
  • 2 min de leitura

Ser pais perfeitos e dar uma educação exemplar aos filhos é o desejo de todos os pais, porém os filhos não vêm com livros de instrução, não há um manual que ensine a ter uma relação perfeita com eles, neste sentido, nem sempre este relacionamento é simples e tão pouco harmonioso como se deseja. Por um lado, há o peso da responsabilidade para os pais, por outro os filhos sentem-se incompreendido. Os pais desejam que os filhos sejam responsáveis, auto-confiantes, autónomos, competentes, afetivos e que acima de tudo sejam felizes. Os filhos algumas vezes não compreendem as atitudes dos pais. Os pais têm medo do impacto que suas atitudes podem ter nos filhos e por isso se comportam de forma muito permissiva. Os filhos querem liberdade, acham que sabem tudo e contrariam toda e qualquer regra. Mas é preciso encontrar o equilíbrio, nada em excesso faz bem. É necessário ser coerente, entender esse equilíbrio e aplicá-lo na vida, e também ensinar os filhos a importância dos limites, das regras, para que possam ter uma vida saudável. Ser demasiado permissivo é prejudicial para a vida dos filhos, pode provocar a longo prazo baixa auto-estima, os filhos se tornam mimados e habituam-se a manipular as pessoas. Esta relação deve ser baseada no afeto, no amor, no respeito e nos limites, para tornarem-se em seres humanos capazes de viver e conviver em sociedade. O mais importante não é serem pais perfeitos, isto é impossível, também ambicionar educar um filho para que ele seja perfeito é tarefa irrealista. O nível de exigência e expectativas da nossa sociedade tem sido cada vez mais elevados, estas pressões sociais ou até mesmo as pressões impostas pelos próprios pais, levam muitas vezes a uma fragilidade, stress e sentimentos de culpa. Criar expectativas muito altas, querer alcançar perfeição, pode ser um caminho de grande frustração, insatisfação, onde o ser pais passa a um sacrifício e não um prazer. Na realidade acho que os pais fofinhos, que não se zangam, que são os melhores amigos, que não gritam e que nunca usam a palavra não, também não existem, melhor, espero que não existam, pois, pais perfeitamente imperfeitos são aqueles que conseguem amar incondicionalmente, que reconhece suas fragilidades, que se preocupam, que cuidam, que procuram educar os filhos com valores humanos, com respeito, pais que choram, que riem, são “Pais perfeitos” dentro das imperfeições de cada um. Não conheço pais perfeitos, mas conheço muitos que lutam diariamente para darem o seu melhor. Siga meu blog, dê sugestões e faça parte desta família.

Sejam felizes!!

Juliana Meira






 
 
 

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